Valter Campanato/Agência Brasil
Porto Velho registra a maior alta de abril (5,60%); leite integral e tomate estão entre os vilões dos preços.
Pelo segundo mês consecutivo, o custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais brasileiras — incluindo o Distrito Federal — durante o mês de abril. As maiores altas foram observadas em Porto Velho (5,60%), Fortaleza (5,46%), Cuiabá (4,97%), Boa Vista (4,36%), Rio Branco (4,05%) e Teresina (4,02%).
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Dieese em parceria com a Conab. Em março, o levantamento já havia apontado elevação generalizada nos preços.
No acumulado do ano, todas as capitais apresentaram aumento no valor médio da cesta, com variações entre 1,56% (São Luís) e 14,80% (Aracaju).
O leite integral foi um dos principais responsáveis pela alta, com destaque para Teresina, onde o produto subiu 15,70% devido à entressafra e à redução da oferta no campo. O feijão ficou mais caro em 26 capitais — Vitória foi a única exceção, com estabilidade. O tomate subiu em 25 cidades, com forte avanço de 25% em Fortaleza, mas caiu no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Já pão francês, café em pó e carne bovina de primeira tiveram reajustes em 22 das 27 cidades analisadas.
Cesta mais cara:
São Paulo continua com o maior custo médio: R$ 906,14 em abril. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 880,06), Rio de Janeiro (R$ 879,03) e Florianópolis (R$ 847,26). As cestas mais baratas ficaram nas regiões Norte e Nordeste: Aracaju (R$ 619,32), São Luís (R$ 639,24), Maceió (R$ 652,94) e Porto Velho (R$ 658,35).
Com base no valor da cesta paulista e na determinação constitucional de que o salário mínimo deve cobrir despesas essenciais, o Dieese calcula que o piso nacional deveria ser de R$ 7.612,49 em dezembro — o equivalente a 4,70 vezes o atual mínimo de R$ 1.621.
FONTE: Kadoshwr com informações da Agência Brasil - Elaine Patrícia Cruz Repórter da Agência Brasil


