Petróleo registra alta de 5% devido a tensões no Estreito de Ormuz. - Foto: Divulgação – Petrobras
Fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã e incertezas sobre negociações de paz com os EUA elevam temores no mercado de energia.
Os contratos futuros do petróleo tiveram nova sessão de fortes altas nesta segunda-feira (20), reflexo da escalada da crise entre EUA e Irã após o país persa voltar a interditar o Estreito de Ormuz. O mercado também monitora versões divergentes sobre uma possível retomada do diálogo entre as duas nações.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o petróleo WTI para junho avançou 5,85% (US$ 4,83), fechando a US$ 87,42 o barril. Em Londres, na ICE, o Brent para o mesmo mês subiu 5,64% (US$ 5,10), cotado a US$ 95,48 o barril.
Enquanto isso, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, confirmou que negociadores americanos viajarão ao Paquistão para uma nova rodada de conversas de paz. Contudo, o Irã ainda não declarou oficialmente sua participação. Segundo o New York Times, a influente figura política e militar iraniana Mohammad Bagher Ghalibaf só comparecerá se o vice-presidente dos EUA, JD Vance, também estiver presente.
Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou ao New York Post que Vance liderará uma delegação ao Paquistão — incluindo o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner — para negociar com o Irã. Em publicação na Truth Social, Trump declarou que "a liderança iraniana forçou centenas de navios em direção aos Estados Unidos, principalmente para Texas, Louisiana e Alasca, para obter seu petróleo – Muito obrigado!"
Com o bloqueio do estreito — rota vital para o transporte de petróleo —, o Kuwait declarou força maior para o fornecimento de petróleo bruto e derivados. Já o Comando Central dos EUA (Centcom) informou que, desde o início das interdições americanas em Ormuz, 27 embarcações recuaram ou retornaram a portos iranianos.
Analistas do Citi alertam que os estoques globais de petróleo bruto e derivados devem atingir os níveis mais baixos em oito anos até o fim de junho, mesmo que o conflito no Oriente Médio termine nesta semana. Eles estimam perda de 500 milhões de barris de produção desde o começo da guerra, número que pode chegar a 900 milhões de barris — ainda que o Estreito de Ormuz seja reaberto nos próximos dias.
FONTE: Kadoshwr Com informações da Comunhão e Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo – Economia, Thais Porsch


