Repórter faz apelo emocionado ao vivo e pede chuva em oração durante seca histórica em Honduras
Em meio ao leito rachado do rio Guacerique, jornalista da HCTV culpou a humanidade pela crise ambiental e clamou por misericórdia divina, enquanto o governo decreta emergência em 80% do território.
O jornalista Bridel Euceda orou à beira de um rio seco. (Foto: Reprodução/YouTube/HCTV En Vivo).
Durante uma entrada ao vivo no telejornal da HCTV, o repórter Bridel Euceda interrompeu a cobertura convencional para fazer uma prece pública diante da severa estiagem que assola Honduras. A crise hídrica, agravada pelo fenômeno El Niño, já compromete duramente a rotina de diversas regiões — incluindo a capital, Tegucigalpa — além de devastar a agricultura e a pecuária locais. Diante do colapso, as autoridades decretaram situação de alerta na maior parte do país, e a perspectiva é que a escassez se intensifique nos próximos meses.
Às margens do seco rio Guacerique, que abastece a represa de Los Laureles, Euceda mostrou em tempo real a paisagem desoladora: o leito praticamente exposto, com apenas resquícios mínimos — entre 5% e 8% — do fluxo original. "É um cenário inédito nos registros da cidade. A água simplesmente parou de chegar à barragem porque o manancial secou por completo", descreveu o jornalista.
Para o repórter, a tragédia ambiental vai além das condições climáticas e reflete uma punição pelos erros da sociedade. "É um alerta da natureza, mas o ser humano tem parcela gigante nessa culpa. Durante anos colhemos fartura e nos esquecemos de agradecer, nem mesmo levamos uma espiga à igreja", lamentou, acrescentando que a maldade contra o meio ambiente e contra a fé gerou essa crise.
No encerramento da reportagem, Euceda ajoelhou-se sobre a terra ressecada e elevou uma súplica ao "Senhor Jesus", pedindo perdão pelos pecados nacionais — mencionando explicitamente a corrupção, a violência e a ingratidão. Rogou, ainda, pela proteção dos produtores rurais e pela misericórdia divina, suplicando que as chuvas retornem antes do pôr do sol.
Ao se levantar, o jornalista concluiu de forma contundente: "Não enxergo outra saída. Diante do desespero e do esgotamento de todos os recursos humanos, a única esperança que nos resta é Deus."
FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e HCTV E CNN BRASIL



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