As crianças intercederam por Nikolas Ferreira. (Foto: Instagram/Casa Pró-Vida Mãe Imaculada).
Durante visita a uma instituição católica em Curitiba, o parlamentar foi surpreendido por um momento de fé protagonizado por pequenos beneficiados pelo trabalho da casa pró-vida.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) viveu um instante comovente ao ser alvo de preces de crianças que tiveram a vida poupada do aborto. A cena ocorreu no último domingo (17), em Curitiba, durante uma visita à Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, acompanhado de outros políticos.
A entidade, de orientação católica, acolhe gestantes em vulnerabilidade social ou com risco de interromper a gravidez, oferecendo assistência material, jurídica, médica e espiritual. Também dá suporte a mães e bebês no Paraná.
Ao conhecer as instalações e o trabalho da organização, Nikolas foi rodeado por crianças que entoaram cantos religiosos e fizeram orações por ele. Em publicação no Instagram, a instituição descreveu o episódio como um dos momentos mais marcantes da visita. “Pedindo a Deus que lhes conceda coragem, sabedoria e fidelidade à verdade na defesa da vida e do bem comum”, escreveu.
O deputado também compartilhou um vídeo da intercessão em suas redes, com a legenda: “Distante de casa e ainda assim o Senhor mostra seu cuidado… é assim que luto minhas guerras”. Ele acrescentou: “Famílias fortes constroem nações fortes”.
Fundada em 2014 pelo padre Silvio R. Roberto, a Casa Pró-Vida Mãe Imaculada já atendeu mais de 1.300 mulheres, salvou centenas de bebês e conta com mais de 380 voluntários e benfeitores. A organização atua na defesa do direito à vida desde a concepção.
Pesquisa e contexto jurídico
Levantamento da Real Time Big Data, de abril deste ano, apontou que 63% dos brasileiros consideram o aborto imoral. Outro estudo, do PoderData, revelou que as gerações Z e Millennials são as mais contrárias à legalização — entre 25 e 44 anos, 70% rejeitam a medida.
No Brasil, o aborto só é permitido em três situações: gravidez decorrente de estupro, risco de morte para a gestante ou anencefalia fetal. Fora desses casos, a prática é crime. A lei não define um prazo gestacional máximo para os procedimentos autorizados.
O tema tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma ação que discute a descriminalização. O julgamento foi iniciado em setembro de 2023, com voto favorável da relatora até a 12ª semana, mas foi interrompido por pedido de destaque. Em outubro de 2025, um novo voto seguiu a mesma linha, deixando o placar em 2 a 0. Pouco depois, novo pedido de destaque suspendeu novamente a análise, que permanece sem conclusão.
FONTE: Kadoshwr com informações da Guiame e Informações de Tribuna


