Eduardo Bueno. (Foto: Reprodução/YouTube/Buenas Ideias).
Autor do canal "Com Mil Raios" afirmou que evangélicos "não deveriam ter direito a voto"; investigação aponta violação da Lei de Crimes de Preconceito.
O historiador e escritor Eduardo Bueno, popularmente conhecido como "Peninha", foi formalmente indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul na quinta-feira (7) sob acusação de discriminação religiosa voltada a evangélicos.
A investigação teve início em fevereiro, após Bueno declarar em um vídeo publicado em seu canal no YouTube que "evangélico não tem que votar". De acordo com o jornal Gazeta do Povo, o delegado Vinicius Nahan, responsável pelo caso, afirmou ter concluído a apuração com base na análise do conteúdo audiovisual. A conduta foi enquadrada na Lei Federal 7.716/89, que tipifica crimes resultantes de preconceito motivado por raça, cor, etnia, religião ou origem nacional.
O delegado destacou que práticas discriminatórias por motivação religiosa propagadas pela internet configuram crime, especialmente quando envolvem a tentativa de suprimir direitos políticos de um grupo religioso. “Isso não é protegido pela liberdade de expressão”, ressaltou Vinicius.
O vídeo intitulado “Com Mil Raios” foi retirado do ar por determinação judicial. Na gravação, compartilhada em janeiro, Peninha ironizou a queda de um raio durante um ato do deputado federal Nikolas Ferreira e defendeu a proibição do voto evangélico. “Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor!”, declarou.
O inquérito policial será agora encaminhado ao Ministério Público, que avaliará se oferece ou não denúncia formal contra o escritor. O caso também é investigado pela Polícia Federal em Porto Alegre. Além disso, o deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO) protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo pedindo apuração por discurso de ódio e intolerância religiosa.
Eduardo Bueno tem histórico de declarações agressivas contra figuras políticas de direita, incluindo comentários polêmicos sobre o ativista Charlie Kirk, o filósofo Olavo de Carvalho, o músico Roger Moreira e a deputada Ana Campagnolo.
FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e Gazeta do Povo


