Indústria da transformação segue pressionada em 2026, com maior impacto nas contratações devido à demanda por mão de obra qualificada - Foto: Portal ES Brasil/ES Brasil
André Macedo afirma que, apesar da alta nos preços e custos logísticos, a guerra ainda não gerou reflexos na atividade fabril do país.
De acordo com André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã não prejudicou a produção da indústria brasileira no mês de março. Embora o conflito no Oriente Médio afete o setor industrial por meio do aumento dos preços, Macedo explicou que ainda não há evidências de influência do confronto na produção — seja pelos dados coletados ou pelos questionários respondidos pelos informantes.
“O conflito no Irã impacta pelos preços. Mas, num primeiro momento, não consigo ver efeito no resultado da produção. Sabemos que há reflexo nas exportações, elevação de custo de insumos e fretes, mas, por enquanto, não notamos impacto na produção industrial”, afirmou.
Entre fevereiro e março, a produção industrial cresceu 0,1%, marcando a terceira alta consecutiva e acumulando expansão de 3,1% no período. No entanto, houve perda de ritmo em relação aos meses anteriores e menor disseminação de avanços entre os setores analisados. “É bom manter o resultado positivo, mas há um sinal de alerta importante, já que a própria intensidade do crescimento diminuiu nos últimos meses”, disse Macedo.
Segundo ele, essa perda de ímpeto na indústria está ligada a fatores conjunturais recentes, como a manutenção dos juros em patamares elevados. Por outro lado, o mercado de trabalho ainda forte — com aumento da massa salarial e alta ocupação — continua favorecendo a demanda doméstica. “O crédito mais caro afeta empresas e famílias. A inadimplência reduz a capacidade de consumo. A perda de intensidade se deve mais a fatores internos”, concluiu.
FONTE: Kadoshwr com informações da Comunhão e Estadão Conteúdo – Economia, Daniela Amorim


