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Ataques de extremistas islâmicos no Afeganistão deixam 34 cristãos mortos em igreja clandestina

Publicada em: 03/05/2026 19:29 -

Imagem ilustrativa. (Foto: Pexels/Faruk Tokluoğlu).

 


Dois episódios ocorridos em janeiro e abril atingiram fiéis da etnia hazara; pastor relata assassinatos, sequestros e incêndio do local de culto secreto.

 

Conforme informações divulgadas pela revista Christianity Today, um grupo de extremistas islâmicos localizou uma igreja que funcionava de forma escondida e matou aproximadamente 34 cristãos em duas investidas no Afeganistão.

 

Os ataques, registrados em janeiro e abril deste ano, foram narrados pelo pastor Irfan, líder que apoia a comunidade cristã subterrânea no país controlado pelo Talibã.

 

No fim de janeiro, o pastor — que vive no Paquistão — recebeu uma mensagem de um membro da igreja afegã dando conta do primeiro ataque. Os terroristas descobriram o endereço da congregação, perto da cidade de Bamiyan, e executaram 24 cristãos convertidos, todos da etnia hazara.

 

A maioria das vítimas foi morta a tiros. Um rapaz de cerca de 20 anos teve a garganta cortada. Os agressores também incendiaram o templo.

 

Já em 16 de abril, Irfan recebeu a notícia de um segundo ataque contra os fiéis da igreja secreta. Mais de dez cristãos hazaras foram assassinados, incluindo uma criança de 4 anos. Duas irmãs, com aproximadamente 18 e 21 anos, foram raptadas pelos extremistas.

 

“Eles enfrentam inúmeros desafios e aflições. As famílias tentam se esconder e buscam apoio”, declarou o pastor ao Christianity Today. Irfan afirmou ter ficado profundamente abalado e com dificuldade para dormir durante uma semana.

 

Comunidade escondida

 

O líder religioso havia fundado essa igreja clandestina em 2009, quando começou a viajar ao Afeganistão para divulgar o Evangelho. Com o tempo, muitos muçulmanos se converteram ao cristianismo, e a congregação chegou a centenas de famílias. Vários membros migraram para a Europa, Estados Unidos e Irã.

 

“Quando encontram o Evangelho, têm uma revelação radicalmente diferente: não um sistema de mérito ou desempenho religioso, mas a proclamação da salvação pela obra concluída de Cristo”, disse Irfan.

 

Atualmente, ele pastoreia 85 famílias de forma remota e sigilosa, a partir do Paquistão, enviando sermões e perguntas de reflexão por mensagens de voz, utilizando redes virtuais privadas.

 

Minoria oprimida pelo Talibã

 

Desde que o Talibã retomou o poder no Afeganistão, em 2021, os cristãos que permaneceram no país enfrentam perseguição severa para viver sua fé. O grupo terrorista impõe uma aplicação rígida da lei Sharia, na qual a conversão do Islã ao cristianismo é punida com a morte.

 

Segundo Thomas Muller, pesquisador da Missão Portas Abertas, os cristãos afegãos correm risco de vida e são caçados pelos terroristas, especialmente aqueles que abandonaram o Islã para seguir Cristo. Além disso, está proibida a pregação do Evangelho e a distribuição de Bíblias. O Afeganistão ocupa a 11ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas.

FONTE: Kadoshwr com informações do Guiame e Christianity Today

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