Reprodução corpo de bombeiros voluntários do Paraguai / O avião era um Cessna 402B pertencente à empresa Aerotax e fretado pela empresa de segurança Prosegur
Acidente com aeronave de pequeno porte matou piloto, deixou feridos e resultou no sumiço de cerca de US$ 2 milhões; criminosos se passam por autoridades para aplicar golpes.
No último sábado (18), uma aeronave de pequeno porte sofreu uma queda em Minga Guazú, no Paraguai, próximo ao Aeroporto Internacional Guaraní. O acidente tirou a vida do piloto, deixou três pessoas feridas e fez com que milhões de dólares se espalhassem pela área. Após a queda, moradores da região se dirigiram ao local e recolheram parte das cédulas. De acordo com a empresa de segurança Prosegur, aproximadamente US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) não foram localizados.
A aeronave colidiu com uma residência, mas o dono da casa não estava no imóvel no momento do acidente. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas correndo até o local para entender o que havia acontecido. As autoridades investigam o caso e emitiram um alerta sobre criminosos que estariam se passando por agentes oficiais na tentativa de recuperar o dinheiro.
O modelo da aeronave era um Cessna 402B, operado pela empresa Aerotax S.A., e realizava a rota entre Ciudad del Este e Assunção, capital paraguaia. Conforme a Direção Nacional de Aeronáutica Civil do Paraguai (Dinac), o acidente ocorreu por volta das 15h38, após uma pane no motor esquerdo.
Havia quatro pessoas a bordo. O piloto, Fernando Noldin, faleceu no instante do acidente. Já o copiloto, Yeruti Nuñez, e os passageiros Hiron Bogado e Freddy Recalde sobreviveram e foram levados a um hospital em Ciudad del Este. Segundo o periódico local ABC Color, o copiloto encontra-se em estado estável, enquanto os dois passageiros seguem internados em estado grave, sem previsão de alta.
O voo era o segundo transporte de valores realizado pela mesma aeronave naquele dia. Na primeira viagem, o pouso ocorreu normalmente no aeroporto de Luque. Já na segunda, o avião levava ao menos 30 sacos com dinheiro quando caiu. No total, as cargas somavam US$ 5 milhões (cerca de R$ 28,5 milhões) e aproximadamente R$ 15 milhões em espécie.
Com o impacto, parte do montante se espalhou pela região do acidente. Imagens e relatos indicam que moradores recolheram as cédulas e as colocaram em sacos.
O comissário Carlos Duré, do Departamento de Cooperação Policial Internacional, informou à imprensa local que a Prosegur registrou uma queixa sobre o desaparecimento de US$ 2 milhões após o acidente. "Há uma denúncia formal relativa ao sumiço de uma quantia expressiva em dinheiro, já bem especificada, de aproximadamente US$ 1,5 milhão ou um pouco mais, incluindo também valores em reais; essa é a base da denúncia", afirmou.
A polícia já realizou pelo menos cinco buscas em residências nas proximidades do quilômetro 26, próximo ao assentamento San Isidro, onde a aeronave caiu, mas nenhum dinheiro foi encontrado. Segundo o comissário, os investigadores analisam mensagens em grupos de WhatsApp e outras pistas que possam levar à identificação de quem pegou os valores. Ele destacou que, por se tratar de dinheiro em espécie, a recuperação é mais difícil.
A corporação também alerta para um golpe relacionado ao caso. De acordo com Carlos Duré, grupos criminosos da região de fronteira estariam se fazendo passar por policiais ou fiscais para exigir que moradores entreguem o dinheiro. Pelo menos uma ocorrência desse tipo já foi registrada em uma delegacia local. A orientação das autoridades é para que a população não entregue valores nem forneça informações a pessoas que não consigam comprovar oficialmente sua identidade como agentes públicos.
FONTE: Kadoshwr com informações do IG último segundo


