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Monomotor com documentação irregular cai em fazenda e piloto morre carbonizado no interior paulista

Publicada em: 19/04/2026 05:49 -

Reprodução redes sociais/A aeronave, que estava com a licença vencida e não podia voar, estava ocupada apenas pelo piloto que morreu carbonizado no acidente

 

Acidente ocorreu na madrugada de sábado (18) em Altair (SP); aeronave tinha certificado suspenso e não podia voar.

 

Na madrugada deste sábado (18), um avião monomotor caiu e pegou fogo em uma região rural do município de Altair, no interior de São Paulo. A aeronave, que estava com a licença vencida e proibida de operar, era ocupada apenas pelo piloto, que morreu carbonizado.

 

Segundo o Centro de Gestão da Polícia Militar, a queda ocorreu por volta das 0h45, em uma fazenda próxima a uma usina de cana-de-açúcar. Um funcionário da usina acionou as equipes da PM e do Corpo de Bombeiros após avistar um clarão e um princípio de incêndio perto da frente de colheita de cana.

 

Quando chegaram ao local, os policiais encontraram a aeronave completamente destruída e em chamas, com partes do avião espalhadas pela área. Entre os destroços, foi localizado um corpo totalmente carbonizado, sem possibilidade de identificação imediata, conforme registrado no boletim de ocorrência.

 

O avião era um Cessna U206E, de prefixo PT-XRI. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que o certificado de aeronavegabilidade (CA) estava suspenso devido ao vencimento em 9 de abril. Sem esse documento válido, a aeronave estava legalmente impedida de voar, caracterizando operação irregular.

 

A aeronave pertence a uma empresa com sede em São Paulo. De acordo com o Registro Brasileiro Aeronáutico da ANAC, o Cessna foi fabricado em 1970, tem capacidade para o piloto e mais cinco passageiros, e possuía licença apenas para serviços privados, sem autorização para táxi aéreo.

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para analisar a ocorrência. A investigação ficará a cargo do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 4). Na fase inicial, profissionais credenciados aplicam técnicas específicas para coleta de dados, preservação de elementos, verificação de danos e levantamento de informações necessárias à apuração.

FONTE: Kadoshwr com informações do IG último segundo

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