Foto divulgação Secretário-geral da ONU, António Guterres
Ataques simultâneos em Israel, Irã e Líbano, além de alvos americanos na região, elevam temor de conflito generalizado com graves consequências humanitárias e econômicas.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, declarou nesta quarta-feira (26) que a situação no Oriente Médio “está fora de controle”, após uma nova onda de ataques em diversos pontos da região.
As declarações ocorrem em meio a bombardeios cruzados envolvendo Israel, Irã e Líbano, bem como investidas contra instalações ligadas aos Estados Unidos na região do Golfo. As forças israelenses voltaram a atingir alvos em território iraniano, incluindo locais associados à produção de mísseis nas cidades de Teerã, Isfahan e Shiraz. Uma das investidas afetou novamente as proximidades da usina nuclear de Bushehr. O governo do Irã afirmou que não houve danos estruturais, mas a Agência Internacional de Energia Atômica expressou preocupação com o risco de um acidente. A Rússia, por sua vez, retirou 160 técnicos que trabalhavam no local.
Líbano, bases dos EUA e novo alerta da ONU
No sul do Líbano, bombardeios israelenses destruíram pontes sobre o rio Litani e arrasaram residências, levando a população a abandonar a região. O Hezbollah respondeu com lançamento de foguetes contra Israel, sendo pelo menos dez interceptados sobre a cidade de Haifa. O Exército israelense afirmou ter acertado os locais de onde partiram os disparos.
O Irã também efetuou lançamentos de mísseis e drones contra Israel. Em Tel Aviv, equipes seguem atuando na remoção de destroços de edifícios residenciais atingidos. As hostilidades alcançaram ainda bases norte-americanas: nos Emirados Árabes Unidos, drones foram abatidos; no Kuwait, um tanque de combustível no aeroporto foi incendiado, sem deixar vítimas. Países do Golfo levaram à ONU relatos de ataques contra infraestruturas energéticas, classificando a situação como ameaça direta.
Guterres ressaltou que o cenário atual pode evoluir para um conflito em larga escala, com graves impactos humanitários e econônicos. A advertência ocorre em paralelo a tentativas de negociação. O presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ao Irã que cesse os ataques e defendeu o diálogo. França e Reino Unido articulam uma coalizão com cerca de 30 países para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.
Conflito entra na quarta semana
A escalada teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram bombardeios contra alvos militares e nucleares do Irã. Uma das primeiras ofensivas atingiu a cúpula do regime em Teerã, matando o aiatolá Ali Khamenei e outras autoridades de alto escalão. Em resposta, o Irã passou a lançar ataques diretos, enquanto grupos aliados, como o Hezbollah, abriram novas frentes de combate.
Na quarta-feira (25), os Estados Unidos enviaram uma proposta de negociação ao Irã por intermédio do Paquistão, mas o governo iraniano rejeitou os termos apresentados.
FONTE: Kadoshwr com informações do IG último segundo


