Os destroços de um dos projéteis caíram perto do Monte do Templo. (Foto: Reprodução/Instagram/Hananya Naftali)
Estilhaços de projétil interceptado caíram no Bairro Judeu, a 400 metros do Muro das Lamentações e da Mesquita de Al-Aqsa, às vésperas do Shabat; não houve feridos. Autoridades afirmam que o regime iraniano representa ameaça também aos muçulmanos, especialmente durante o Ramadã.
Na última sexta-feira (20), o Irã lançou oito mísseis contra Israel. Fragmentos de um dos artefatos interceptados caíram sobre a Cidade Velha de Jerusalém, área que concentra alguns dos pontos mais sagrados para as três principais religiões monoteístas.
Estilhaços de um projétil abatido pelas defesas israelenses atingiram um estacionamento localizado no Bairro Judeu, a aproximadamente 400 metros do Muro das Lamentações e do conjunto da Mesquita de Al-Aqsa, também chamado de Monte do Templo.
De acordo com o jornal The Times of Israel, apesar dos estragos materiais, não houve feridos na região. Em seguida, agentes israelenses se dirigiram a uma praça infantil próxima ao local da queda dos fragmentos para realizar buscas por novos resquícios. O impacto ocorreu nas proximidades do Portão do Esterco, uma das entradas da Cidade Antiga, momentos antes do início do Shabat — a pausa semanal sagrada para o judaísmo, que vai do pôr do sol de sexta ao de sábado —, provocando pânico entre os moradores com uma forte explosão que interrompeu os preparativos para o dia de descanso.
‘O regime iraniano é uma ameaça’
O cientista político André Lajst, diretor-executivo da organização StandWithUs Brasil, comentou o episódio em suas redes sociais, afirmando:
“Mais uma vez, o regime dos aiatolás ataca a cidade que abriga os locais mais reverenciados por judeus, cristãos e muçulmanos. Para garantir a segurança da população civil, o governo israelense impôs restrições temporárias ao acesso em áreas centrais de Jerusalém, incluindo a Igreja do Santo Sepulcro — um dos templos mais significativos para o cristianismo —, a Mesquita de Al-Aqsa — o terceiro local mais venerado pelo Islã — e o Muro das Lamentações”.
E completou: “A data desse ataque, ocorrido na última sexta-feira do Ramadã, período sagrado para os muçulmanos, evidencia como o regime iraniano representa um perigo para todos, inclusive para os próprios fiéis do Islã”. O comunicador e influenciador israelense Hananya Naftali também se manifestou: “De um lado, observamos um regime islâmico que investe contra Jerusalém e seus santuários; do outro, Israel, que atua na proteção de judeus, cristãos e muçulmanos”.
FONTE: Kadoshwr com informações da Guiame e The times of Israel


