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Caminhoneiros suspendem greve após anúncio de medidas do governo

Publicada em: 20/03/2026 05:42 -

Divulgação/Fernando Oliveira/PRF Caminhoneiros decidem sobre greve contra alta do diesel

 

Encontro em Santos (SP) reuniu representantes da categoria, que decidiram adiar paralisação prevista para sexta-feira (20) enquanto aguardam novas ações federais.

 

Na tarde desta quinta-feira (19), representantes de caminhoneiros optaram por adiar a greve que estava programada para sexta (20), após uma reunião realizada em Santos (SP) com motoristas autônomos e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). A informação foi divulgada pela Band.

 

O movimento contestava a alta do óleo diesel, que registrou elevação de quase 19% desde o final de fevereiro. De acordo com os profissionais, o reajuste, influenciado pelo cenário internacional do petróleo, encareceu o transporte de cargas e dificultou a manutenção da atividade. Em encontro ocorrido na quarta-feira (18), o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como "Chorão", já havia sinalizado que a categoria pretendia aguardar a divulgação oficial de iniciativas do governo.

 

Medidas do governo

Com o objetivo de evitar a paralisação, o governo federal se comprometeu a intensificar a fiscalização em postos de combustíveis e distribuidoras para coibir aumentos abusivos no preço do diesel.

 

Além disso, anunciou a desoneração de dois tributos federais, o PIS e a Cofins, incidentes sobre o diesel, e afirmou que buscará negociar com os estados a redução do ICMS, imposto estadual que incide sobre os combustíveis.

 

Atendendo às reivindicações da categoria, foi editada nesta quinta-feira a Medida Provisória nº 1.343/2026, que reforça as normas referentes ao piso mínimo a ser pago pelo frete e amplia a proteção aos transportadores. A MP determina que todas as viagens de transporte devem contar com o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), instrumento que registra o valor pago pelo frete e assegura o cumprimento do piso estabelecido em lei.

 

Com essa ferramenta, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá aprimorar a fiscalização e até mesmo impedir a realização de viagens cujos valores estejam abaixo do mínimo legal.

 

A medida entra em vigor imediatamente, mas necessitará de aprovação pelo Congresso Nacional em até 120 dias para ter validade permanente. Nesse intervalo, o texto poderá ser mantido, alterado ou rejeitado pelos parlamentares.

 

Posicionamento da confederação

Em nota, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) destacou que os caminhoneiros enfrentam dificuldades para repassar os aumentos do diesel ao valor do frete, mesmo diante da existência de um piso tarifário estabelecido por lei.

 

A entidade ressaltou que a situação se agrava com a suspensão, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de processos judiciais que tratam do cumprimento desse piso. A CNTA informou ter dialogado com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e solicitado melhorias, como o bloqueio de códigos de transporte com valores inferiores ao mínimo e uma atualização mais ágil da tabela de fretes, hoje ajustada semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

Segundo a confederação, há pontos com grande concentração de caminhoneiros aguardando a publicação da medida provisória prometida pelo governo para esta quinta (19). Caso as medidas atendam às expectativas, a greve poderá ser evitada; do contrário, a paralisação poderá ocorrer.

 

A CNTA reforçou que não organiza greves, mas que a decisão sobre uma eventual paralisação cabe à categoria em assembleia. A entidade afirmou que apoiará movimentos que defendam os interesses coletivos, respeitando a legislação e a ordem pública.

FONTE: Kadoshwr com informações do IG último segundo 

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