Michelle aparece à frente de nomes consolidados da política local, como Erika Kokay (PT) e o governador Ibaneis Rocha (MDB), indicando a força do eleitorado conservador na capital do país e o peso do capital político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro
Ex-primeira-dama supera Kokay e Ibaneis em pesquisa, mas cenário de indefinição pode mudar corrida eleitoral até 2026.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) surge na dianteira na disputa por uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal, conforme levantamento do Instituto Verità divulgado nesta quinta-feira (19). Apesar da posição, o cenário eleitoral ainda é marcado por grande instabilidade, com ampla margem para reviravoltas até o pleito do próximo ano.
O destaque do estudo, no entanto, fica por conta do elevado contingente de eleitores sem definição: 89,6% dos consultados ainda não escolheram um nome. Esse percentual expressivo sinaliza um quadro em aberto e sujeito a alterações significativas.
Mesmo assim, Michelle aparece à frente de políticos com trajetória consolidada na capital, como a deputada federal Erika Kokay (PT) e o atual governador Ibaneis Rocha (MDB). O resultado evidencia a influência do eleitorado conservador no Distrito Federal e o peso da imagem associada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
No cenário do segundo voto — já que o eleitor pode registrar duas preferências para o Senado — a disputa se apresenta ainda mais pulverizada. Há representantes competitivos alinhados à mesma visão ideológica, como a deputada Bia Kicis (PL). Esse quadro aponta para uma possível fragmentação dos votos da direita, o que pode complicar as contas no dia da eleição.
Integrantes da base aliada interpretam o desempenho de Michelle como reflexo de sua maior exposição política recente, sobretudo entre evangélicos e setores conservadores. Em falas públicas, ela já manifestou a intenção de concorrer. “Se for a vontade de Deus e da população do Distrito Federal, estou preparada para representar o país também no Senado”, declarou em uma dessas ocasiões.
O levantamento foi conduzido entre os dias 13 e 19 de março, com 1.221 participantes. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%. O resultado reforça que, apesar do panorama atual, o eleitorado ainda está longe de um veredito final.
FONTE: Kadoshwr com informações da comunhão


